Os cabos coaxiais com dielétrico de ar alcançam desempenho superior em radiofrequência (RF) por meio de engenharia especializada. Diferentemente dos designs convencionais com dielétrico sólido, esses cabos substituem o isolamento contínuo por espaçadores posicionados com precisão, que mantêm a separação entre os condutores utilizando ar — o meio dielétrico com menor perda disponível.
Estruturas dielétricas de ar oco reduzem colisões de elétrons quando os sinais passam por elas, o que significa que menos energia é absorvida ao longo do caminho. O ar possui uma constante dielétrica próxima a 1,0, enquanto materiais como polietileno ficam em torno de 2,3 ou mais. Por causa dessa diferença, o ar provoca muito menos distorção de fase e acumula menos capacitância no sistema. Testes setoriais mostram que esses designs com ar apresentam cerca de 40% menos perda de sinal em frequências de 6 GHz comparados às alternativas tradicionais de PE com espuma, segundo estudos recentes sobre materiais RF do ano passado. Para engenheiros que trabalham com sistemas de alta frequência, isso é muito importante, já que pequenas perdas podem comprometer significativamente o desempenho geral ao longo do tempo.
Cabos com dielétrico de ar e de polietileno (PE) sólido exibem diferenças fundamentais que afetam o desempenho em RF:
| Característica | Dielétrico de Ar | Dielétrico de PE Sólido |
|---|---|---|
| Material Dielétrico | Espaços de ar com espaçadores plásticos | Espuma contínua de polietileno |
| Atenuação (6 GHz) | ~0,15 dB/m | ~0,25 dB/m |
| Estabilidade de fase | Mais alto (menor constante dielétrica) | Variabilidade moderada |
A rigidez mecânica dos designs com espaçamento a ar evita a deformação dielétrica sob flexão, mantendo uma impedância consistente. Em contraste, os cabos de PE são mais suscetíveis a variações de capacitância induzidas por compressão—o que aumenta a razão de onda estacionária de tensão (VSWR).
O cabo coaxial com dielétrico de ar realmente se destaca ao manter a qualidade do sinal em faixas de alta frequência, graças ao seu design com núcleo de ar que reduz a perda de sinal. De acordo com o teste padrão IEC 61196, esses cabos apresentam taxas de atenuação em torno de 0,15 dB por metro em frequências de 6 GHz, o que é quase metade do valor observado em cabos dielétricos sólidos de polietileno tradicionais. O que os torna tão eficientes? Basicamente, eles perdem menos energia através do material isolante, o que significa que os sinais podem viajar distâncias muito maiores antes de precisarem de reforço ou amplificação. E para profissionais que atuam na engenharia de RF, isso significa menos problemas com degradação de sinal ao longo da distância, além de potenciais economias nos custos de equipamentos adicionais.
| Banda de frequência | Atenuação com Dielétrico de Ar (dB/m) | Atenuação com PE Sólido (dB/m) |
|---|---|---|
| 1 GHz | 0.03 | 0.07 |
| 3 GHz | 0.08 | 0.18 |
| 6 GHz | 0.15 | 0.29 |
Sistemas que utilizam esta tecnologia alcançam 96% de eficiência na transferência de potência em backhauls 5G (IEEE 2023), reduzindo os custos energéticos em 740 mil dólares anualmente por implantação de 1.000 nós.
O design oco permite um desempenho térmico sem igual. Os cabos com dielétrico de ar suportam potência contínua de 5 kW a 40°C ambiente — o dobro da capacidade das alternativas com espuma. As vantagens principais incluem:
Essa resistência térmica evita alterações na impedância durante a transmissão de alta potência, reduzindo a VSWR para 1,05:1 em sistemas de radar de 6 GHz. Testes de campo mostram 99,8% de tempo de atividade em transmissores de radiodifusão após 15.000 horas operacionais.
A comparação entre cabos coaxiais com dielétrico de ar e seus equivalentes com dielétrico espumado, como os tipos LMR® ou LDF/AL4, revela três fatores principais que realmente importam para sistemas RF: a quantidade de sinal perdida ao longo da linha (perda de inserção), a Relação de Onda Estacionária de Tensão (VSWR) e a resistência a desafios ambientais. Os cabos com dielétrico de ar tendem a perder cerca de 20 a 30 por cento menos intensidade de sinal em frequências acima de 2 GHz, pois absorvem menos material dielétrico, o que os torna excelentes para conexões de longa distância em torres de celular e sistemas de antenas distribuídas. Mas há um porém. Os cabos com dielétrico espumado apresentam desempenho superior na manutenção de características de fase estáveis e na resistência ao acúmulo de umidade — algo extremamente importante em condições externas úmidas, nas quais os cabos com ar podem desenvolver problemas de condensação interna. Os valores de VSWR contam outra história. Em trechos retos, os cabos com ar mantêm razões bastante boas em torno de 1,15:1, mas se forem dobrados muito apertados, a impedância começa a variar para além de 1,25:1. Já os cabos espumados permanecem abaixo de 1,2:1 mesmo em trajetos de instalação complexos. Ao considerar a confiabilidade geral do sistema, as opções com espuma oferecem um melhor equilíbrio, apesar da perda de sinal ligeiramente maior. Elas proporcionam proteção de blindagem mais consistente e suportam forças de esmagamento muito melhor do que os dielétricos de ar, notoriamente rígidos e que tornam a instalação bastante difícil em certas situações.
Os cabos com dielétrico de ar oferecem maior integridade do sinal de RF devido à menor perda de sinal e maior estabilidade de fase, graças ao seu design com núcleo de ar.
Os cabos com dielétrico de ar possuem constante dielétrica e capacitância mais baixas, minimizando a distorção de fase e a atenuação em aplicações de alta frequência.
Os cabos com dielétrico de ar oferecem menor perda de sinal, mas são menos resistentes à umidade e podem apresentar desafios na instalação devido à rigidez.
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